Melocactus salvadorensis
Originário da Bahia, este cacto encanta pela transformação única que apresenta ao longo da vida. Seu corpo globoso em tom verde-azulado acinzentado desenvolve uma estrutura espetacular no topo: o cefálio, uma coroa avermelhada de até 15 cm que produz delicadas flores rosa magenta ao entardecer. Os espinhos longos, que podem ultrapassar 4 cm, criam um contraste visual marcante, variando entre tons amarelados e avermelhados. Uma verdadeira joia para colecionadores que apreciam cactos com personalidade distinta e floração diferenciada.
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Aqui você vê a espécie em diferentes fases de crescimento e contextos, como plantas adultas e em ambiente natural. Essas imagens ajudam a visualizar como a planta pode ficar no futuro e não representam a planta específica à venda.
Sobre
Originário da Bahia, este cacto surpreende pela transformação dramática que sofre ao longo da vida. Na juventude, apresenta um corpo globoso verde-azulado com tonalidade acinzentada, frequentemente coberto por uma camada cerosa que lhe confere aspecto glauco. Com 8 a 14 costelas triangulares bem definidas, desenvolve espinhos impressionantes que podem alcançar até 4,6 centímetros de comprimento, variando do amarelo esbranquiçado ao marrom avermelhado.
A verdadeira magia acontece quando atinge a maturidade e forma o cefálio, uma estrutura permanente no topo da planta que funciona como coroa produtora de flores. Esta estrutura pode atingir 15 centímetros de altura, coberta por densas cerdas vermelho-salmão a laranja e lã cinza esbranquiçada. É uma transformação tão marcante que a planta parece se dividir em duas partes completamente distintas.
As flores rosa magenta pálido surgem ao fim da tarde, emergindo discretamente do cefálio. Após a floração, produz frutos em forma de clava, ligeiramente achatados, em um vibrante lilás magenta profundo que se destaca entre as cerdas coloridas. Com porte compacto de 12 a 25 centímetros de diâmetro, esta espécie representa perfeitamente a beleza única dos cactos brasileiros, combinando elegância estrutural com uma paleta de cores que vai do azul acinzentado ao magenta vibrante.
Cuidados
Este cacto necessita de condições que imitem seu ambiente natural da Bahia brasileira. O substrato deve ser extremamente bem drenado, composto por uma mistura de areia grossa, perlita e terra vegetal em partes iguais, evitando qualquer acúmulo de água nas raízes. A adição de pedra-pomes ou cascalho fino ajuda a garantir a drenagem essencial para a saúde da planta.
A luminosidade deve ser intensa e direta durante a maior parte do dia. Posicione a planta onde receba pelo menos 6 horas de sol pleno, preferencialmente sol da manhã e início da tarde. A luz adequada é fundamental para o desenvolvimento saudável do corpo verde e, posteriormente, da estrutura reprodutiva característica da espécie adulta.
A rega deve ser moderada na estação de crescimento, permitindo que o substrato seque completamente entre as aplicações. No inverno, reduza drasticamente a frequência, regando apenas o suficiente para evitar o murchamento. O excesso de água é o principal inimigo desta espécie, podendo causar apodrecimento rapidamente.
Mantenha temperaturas entre 20°C e 35°C durante o período ativo. A planta tolera calor intenso, mas deve ser protegida de geadas e temperaturas abaixo de 10°C. Cochonilhas e ácaros podem ocasionalmente atacar a planta, especialmente em ambientes com pouca ventilação. A propagação ocorre principalmente por sementes, sendo um processo lento que requer paciência, já que a planta leva anos para atingir a maturidade e desenvolver sua estrutura adulta característica.
Morfologia
Esta espécie apresenta um corpo globoso que pode variar de achatado a levemente piramidal, alcançando entre 12 e 20 centímetros de altura e 12 a 25 centímetros de diâmetro. Sua coloração é particularmente atrativa, exibindo tons de verde-azulado acinzentado, frequentemente com aspecto glaucoso que lhe confere um brilho fosco característico.
O corpo da planta é marcado por 8 a 14 costelas triangulares e pontiagudas, de onde emergem conjuntos de espinhos impressionantes. Os espinhos radiais, em número de 7 a 10, podem atingir até 46 milímetros de comprimento, enquanto os centrais, geralmente de 1 a 4, medem entre 15 e 30 milímetros. Inicialmente cobertos por uma camada cinza, os espinhos variam do amarelo esbranquiçado ao marrom avermelhado conforme amadurecem.
A característica mais notável é o cefálio, estrutura que surge na fase adulta e pode alcançar impressionantes 15 centímetros de altura e 6 a 10 centímetros de diâmetro. Esta coroa é densamente coberta por cerdas vermelho-salmão a laranja, entremeadas por lã cinza esbranquiçada esparsa. As flores rosa magenta pálido surgem ao fim da tarde, medindo até 25 milímetros de comprimento, seguidas por frutos em formato de clava, ligeiramente achatados, de cor lilás magenta profunda que podem atingir 17 milímetros.
Distribuição e Habitat
Endêmica da região leste e sul da Bahia, esta espécie representa um tesouro botânico exclusivamente brasileiro. Seu território natural concentra-se em áreas específicas do estado, onde as condições climáticas e geológicas particulares da região proporcionam o ambiente ideal para seu desenvolvimento.
Na natureza, habita formações rochosas e afloramentos em áreas de caatinga e campos rupestres, onde a drenagem rápida do solo e a exposição solar intensa são características marcantes. Essas regiões apresentam clima semiárido com períodos prolongados de seca, intercalados por chuvas concentradas em determinadas épocas do ano. A vegetação ao redor geralmente é esparsa, permitindo que a planta receba luz solar direta durante a maior parte do dia.
O substrato natural consiste predominantemente em solos arenosos ou pedregosos, derivados de rochas cristalinas, com excelente capacidade de drenagem. A altitude varia conforme a localização específica dentro da Bahia, mas sempre em áreas onde a umidade não se acumula, protegendo as raízes de apodrecimento. Essas condições ambientais moldaram as características adaptativas da espécie ao longo de sua evolução, resultando em uma planta perfeitamente ajustada aos desafios do clima nordestino brasileiro.
Taxonomia
Pertencente à família Cactaceae, esta espécie foi formalmente descrita por Werdermann em 1934, representando uma das joias botânicas da flora brasileira. O gênero Melocactus é facilmente reconhecido por sua característica mais marcante: o desenvolvimento de uma estrutura reprodutiva terminal chamada cefálio, que diferencia estas plantas de outros cactos globosos.
A classificação botânica posiciona esta espécie dentro de um grupo especializado de cactos que apresentam transformação morfológica dramática ao atingir a maturidade. Enquanto jovens, estas plantas mantêm aparência típica de cactos esféricos verdes. Porém, ao alcançar a fase adulta, desenvolvem o cefálio no topo - uma estrutura cilíndrica densamente coberta por cerdas e lã, de onde emergem flores e frutos.
Esta característica do cefálio é tão distintiva que torna o gênero Melocactus inconfundível entre as cactáceas. A espécie salvadorensis distingue-se dentro do gênero por suas proporções específicas, padrão de espinhos e coloração particular da planta e do cefálio. Outras espécies de Melocactus podem apresentar variações no tamanho, cor dos espinhos e dimensões do cefálio, mas todas compartilham esta transformação única entre fase juvenil fotossintetizante e fase adulta reprodutiva especializada.
Importância
Esta espécie endêmica da Bahia possui valor significativo tanto para colecionadores quanto para a conservação da biodiversidade brasileira. Seu papel ornamental é destacado pela transformação dramática que ocorre quando atinge a maturidade, desenvolvendo o cefálio colorido que a torna uma peça única em coleções de cactos. A estrutura reprodutiva especializada, com suas cerdas vermelho-salmão a laranja e frutos em tons de lilás magenta profundo, oferece um espetáculo visual raro entre as cactáceas.
No contexto ecológico, representa um exemplo fascinante de adaptação evolutiva das plantas da caatinga e campos rupestres do leste brasileiro. A formação do cefálio demonstra uma estratégia reprodutiva altamente especializada, concentrando a produção de flores e frutos em uma estrutura protegida por espinhos densos. Esta característica não apenas protege as estruturas reprodutivas de herbívoros, mas também cria microhabitats para pequenos invertebrados.
Para a conservação, serve como indicadora da saúde dos ecossistemas da Bahia, região que enfrenta pressões crescentes de desenvolvimento. Sua presença sinaliza ambientes preservados e condições específicas de solo e clima. Como espécie endêmica regional, contribui para a identidade botânica única do leste brasileiro, reforçando a importância da proteção desses habitats naturais cada vez mais ameaçados.