Arrojadoa rhodantha var occibahiensis

Arrojadoa rhodantha var. occibahiensis

Esta espécie nativa da Bahia, Piauí e Minas Gerais encanta com suas flores vibrantes em tons de roxo, rosa e vermelho-azulado que surgem de estruturas especiais recobertas por lã marrom. Seu crescimento pode ser ereto ou escalar, alcançando até 2 metros de altura, criando um visual escultural impressionante.

Os espinhos em tons que variam do amarelo-esbranquiçado ao marrom formam um contraste marcante com o caule verde escuro. Com 10-12 costelas suavemente definidas e cerca de 20 espinhos radiais delicados, apresenta uma textura única que a diferencia de outros cactos colunares. Os frutos vermelhos globosos adicionam ainda mais interesse ornamental.

R$ 20,40R$ 24,00

-15%

Ganhe R$ 1,02 de volta no PIX

ou 2x sem juros no cartão

Frete calculado no checkout

Disponibilidade:Últimas unidades (apenas 1 disponíveis)
Envio:Enviado sem substrato
Tamanho
Últimas unidades

Galeria de fotos

Aqui você vê a espécie em diferentes fases de crescimento e contextos, como plantas adultas e em ambiente natural. Essas imagens ajudam a visualizar como a planta pode ficar no futuro e não representam a planta específica à venda.

Sobre

Originária das regiões semiáridas do Brasil, especialmente da Bahia, Piauí e Minas Gerais, esta espécie de cacto colunar se destaca por sua versatilidade de crescimento e floração vibrante. Pode desenvolver-se tanto de forma ereta quanto apoiando-se em outras plantas, alcançando impressionantes 2 metros de altura em condições ideais.

Suas flores são um verdadeiro espetáculo, variando entre tons de roxo, rosa e vermelho-azulado, surgindo de estruturas especializadas chamadas cefálios, que apresentam lã marrom e cerdas avermelhadas. Essa combinação de cores cria um contraste marcante com o verde escuro dos caules cilíndricos segmentados.

A arquitetura da planta é igualmente notável, com caules que exibem de 10 a 12 costelas rasas, densamente cobertos por espinhos que variam do amarelo-esbranquiçado ao marrom. Os espinhos centrais são particularmente robustos, podendo atingir 3 centímetros de comprimento, enquanto cerca de 20 espinhos radiais mais delicados completam a proteção natural da planta.

Adaptada aos ambientes áridos da caatinga e do cerrado brasileiro, esta espécie demonstra notável variabilidade, com diversas subespécies reconhecidas que refletem sua ampla distribuição geográfica. Após a floração, produz frutos globosos de cor vermelha intensa, completando seu ciclo ornamental.

Cuidados

Este cacto brasileiro aprecia condições que simulem seu habitat natural na caatinga e cerrado. Cultive em substrato extremamente bem drenado, composto por mistura de terra vegetal, areia grossa e perlita ou pedra-pomes, garantindo que a água escoe rapidamente para evitar apodrecimento das raízes fibrosas.

Posicione a planta em local com luz solar direta ou meia-sombra intensa, pois ela necessita de boa luminosidade para desenvolver sua coloração característica e estimular a floração. A rega deve ser moderada durante o período de crescimento ativo, permitindo que o substrato seque completamente entre as regas. No inverno, reduza drasticamente a frequência, mantendo o solo quase seco.

A temperatura ideal situa-se entre 20°C e 30°C, tolerando bem o calor intenso. Durante o inverno, pode suportar temperaturas mais baixas, mas proteja de geadas. A propagação ocorre facilmente por estaquia dos segmentos do caule, deixando cicatrizar por alguns dias antes de plantar no substrato levemente úmido.

Fique atento a cochonilhas e ácaros, que podem se alojar entre as espinhas. Inspecione regularmente as areolas e remova pragas manualmente ou com jato de água. O excesso de umidade é o principal problema, podendo causar podridão, portanto priorize sempre a drenagem adequada e evite molhar os cefálos durante a rega.

Morfologia

Esta espécie apresenta um porte impressionante, podendo alcançar até 2 metros de altura. Seu crescimento pode ser tanto ereto quanto escandente, frequentemente ramificando-se desde a base e, em alguns casos, trepando sobre a vegetação ao redor. Os caules são segmentados e cilíndricos, exibindo uma coloração verde-escura característica, com diâmetro variando entre 2 e 5 centímetros.

A superfície dos caules é marcada por 10 a 12 costelas relativamente rasas, com areolas espaçadas a cada centímetro. A espinação é bastante robusta e ornamental: as espinhas centrais, em número de 5 a 6, podem atingir até 3 centímetros de comprimento, enquanto as aproximadamente 20 espinhas radiais são menores, chegando a 1,2 centímetros. Toda a espinação apresenta tonalidades que variam do amarelo-esbranquiçado ao marrom.

Uma característica distintiva são os cefálios, estruturas especializadas de onde surgem as flores. Estes apresentam lã marrom e cerdas marrom-avermelhadas, criando um contraste visual marcante. As flores são tubulares e delicadas, medindo até 3,5 centímetros de comprimento, com coloração que varia entre roxo, rosa e vermelho-azulado. Os frutos são globosos, vermelhos e podem atingir 2 centímetros de diâmetro, completando o ciclo ornamental desta espécie notável.

Distribuição e Habitat

Endêmica do Brasil, esta espécie ocorre naturalmente em três estados do nordeste e sudeste brasileiro: Bahia, Piauí e Minas Gerais. Sua distribuição abrange principalmente duas importantes formações vegetais brasileiras - a caatinga e áreas específicas do Cerrado, ambientes caracterizados por condições climáticas distintas e adaptações especiais.

A caatinga, onde a planta é frequentemente encontrada, é um bioma semiárido marcado por períodos prolongados de seca e chuvas concentradas em determinadas épocas do ano. Já nas regiões de Cerrado onde ocorre, encontra condições de savana tropical com estações bem definidas. Essa amplitude de habitats naturais demonstra a capacidade de adaptação da espécie a diferentes condições ambientais dentro do território brasileiro.

A variabilidade da espécie é notável, com pesquisadores reconhecendo quatro subespécies e três variedades distintas, refletindo sua ampla distribuição geográfica e adaptação a microclimas específicos dentro dessas regiões. Cada população pode apresentar características ligeiramente diferentes, resultado da adaptação às condições locais particulares de cada área onde se estabeleceu naturalmente ao longo do tempo evolutivo.

Taxonomia

Esta espécie pertence à família Cactaceae, uma das mais diversificadas famílias de plantas suculentas, e ao gênero Arrojadoa, que agrupa cactos colunares nativos do Brasil. O nome científico completo é Arrojadoa rhodantha (Gürke) Britton & Rose, estabelecido em 1920. A nomenclatura anterior incluía Cereus rhodanthus, nome dado por Gürke em 1908, e Cephalocereus rhodanthus, proposto por Werdermann em 1932.

A taxonomia desta planta é particularmente interessante devido à sua variabilidade. Pesquisadores como Pierre Braun e Eddie Esteves Pereira reconheceram quatro subespécies distintas: canudosensis, reflexa, aureispina e guanambensis. Além disso, três variedades foram identificadas, refletindo adaptações às diferentes condições ambientais encontradas em sua ampla distribuição geográfica no Brasil.

Outras espécies do gênero Arrojadoa compartilham características morfológicas semelhantes, como o hábito de crescimento colunar e a presença de cefálos - estruturas especializadas para florescimento. A compreensão dessas relações taxonômicas ajuda entusiastas a identificar corretamente a espécie e apreciar sua posição única dentro da rica flora de cactos brasileiros.

Importância

No cultivo ornamental, esta espécie representa um cacto colunar de grande interesse para colecionadores e entusiastas que buscam plantas com características visuais marcantes. Suas flores em tons de roxo, rosa e vermelho-azulado, combinadas com espinhos que variam do amarelo-esbranquiçado ao marrom, criam um apelo estético único em jardins de cactos e coleções especializadas.

Nos ecossistemas naturais da caatinga e do cerrado brasileiro, desempenha papel importante na manutenção da biodiversidade local. Suas flores atraem polinizadores nativos, contribuindo para a dinâmica ecológica das regiões áridas e semiáridas onde ocorre naturalmente. Os frutos vermelhos servem como fonte alimentar para fauna local, estabelecendo conexões importantes na cadeia alimentar desses ambientes.

Do ponto de vista de conservação, representa parte significativa da flora endêmica brasileira, especialmente nas regiões da Bahia, Piauí e Minas Gerais. A preservação desta espécie contribui para a manutenção da diversidade genética do gênero Arrojadoa e para a proteção dos habitats únicos onde ela ocorre.

Para viveiros e produtores especializados, oferece oportunidades comerciais no mercado de plantas ornamentais raras, atendendo um nicho crescente de colecionadores interessados em cactos nativos brasileiros com características distintivas e adaptações fascinantes aos ambientes secos.