Pata de elefante ereta - Beaucarnea stricta
Diferente da típica pata de elefante encontrada em floriculturas, esta planta apresenta uma base lenhosa e conical imponente, com folhas rígidas e eretas em tom azul-esverdeado que conferem um visual escultural e sofisticado. Seu porte alto e estrutura única a tornam um destaque em qualquer ambiente.
Além da beleza marcante, é uma escolha resistente e prática, adaptando-se bem a locais com muita luz e solo bem drenado. Ideal para quem quer uma planta ornamental com presença forte e personalidade singular, que foge do comum e agrega valor ao seu espaço.
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Galeria de fotos
Aqui você vê a espécie em diferentes fases de crescimento e contextos, como plantas adultas e em ambiente natural. Essas imagens ajudam a visualizar como a planta pode ficar no futuro e não representam a planta específica à venda.
Sobre
Com seu tronco robusto e base inchada que lembra uma garrafa, esta planta se destaca por seu porte imponente e estrutura escultural. Pode atingir entre 4 e 8 metros de altura, com uma base lenhosa larga que armazena água, adaptando-se bem a ambientes secos. Suas folhas rígidas e eretas, de coloração azul-esverdeada ou verde muito clara, formam uma roseta densa no topo do tronco, conferindo uma aparência única e elegante.
As folhas são relativamente estreitas e mantêm-se retas, diferindo de outras espécies próximas que apresentam folhas mais curvas ou largas. A planta também produz inflorescências ramificadas com pequenas flores que vão do verde ao amarelo vivo, embora sua floração seja discreta comparada ao impacto visual de sua estrutura foliar e tronco. Essa combinação de características faz dela uma planta singular e valorizada para paisagismo e coleções de plantas exóticas.
Originária das florestas decíduas do estado mexicano de Oaxaca, cresce em solos drenados e sob luz intensa, adaptando-se a climas mediterrâneos e desertos quentes, desde que protegida de geadas severas. Sua resistência e forma escultural tornam-na uma escolha diferenciada para ambientes internos amplos ou jardins, onde seu aspecto marcante pode ser apreciado. A base volumosa não só chama atenção, mas também funciona como reservatório de água, garantindo sua sobrevivência em períodos de seca.
Cuidados
Para garantir um bom desenvolvimento, é importante plantar em solo bem drenado, preferencialmente arenoso ou com mistura que permita a rápida passagem da água, evitando encharcamentos que podem causar apodrecimento. A planta precisa de exposição ao sol pleno para manter seu crescimento vigoroso e saúde das folhas. Em locais muito quentes e secos, tolera sombra parcial, mas o ideal é muita luz direta.
A rega deve ser moderada, permitindo que o solo seque completamente entre as regas para evitar excesso de umidade. Em períodos de inverno ou clima mais frio, a frequência pode ser reduzida ainda mais, respeitando o repouso da planta. Temperaturas abaixo de -4°C são prejudiciais, portanto, é recomendável protegê-la ou cultivá-la em regiões com invernos amenos.
Quanto a pragas, a planta é relativamente resistente, mas pode sofrer ataque de cochonilhas e pulgões, que devem ser controlados com produtos adequados ou métodos naturais. O apodrecimento causado por fungos é a principal doença, geralmente relacionada a excesso de água.
A propagação ocorre por sementes, que devem ser semeadas em substrato leve e mantidas úmidas até a germinação. O crescimento é lento, exigindo paciência para o desenvolvimento inicial. Evite o cultivo em locais com encharcamento ou temperaturas muito baixas para garantir sua longevidade.
Morfologia
Esta planta apresenta um tronco grosso e lenhoso que se destaca por sua base globosa a conical, com cerca de 0,8 a 2 metros de largura, revestida por uma casca espessa em tons que variam do cinza ao castanho-avermelhado, marcada por placas alongadas de formato poligonal. Pode atingir alturas entre 4 e 8 metros, finalizando em rosetas esféricas compostas por folhas rígidas e eretas. Folhas jovens são retas e estreitas, com largura entre 9 e 13 mm e comprimento que varia de 46 a 75 cm, exibindo uma coloração azul-esverdeada ou verde muito pálida, com margens ásperas e pequenos dentes. Com o amadurecimento, as folhas relaxam ligeiramente, mas mantêm a aparência predominantemente reta e a disposição em roseta.
O crescimento da planta é geralmente caracterizado por um tronco único e robusto, embora indivíduos mais velhos possam desenvolver alguns ramos grossos próximos ao topo. A inflorescência é ramificada, medindo entre 0,9 e 1,3 metros de comprimento, com um pedúnculo que varia de 20 a 40 cm, exibindo flores pequenas e dioicas, ou seja, plantas masculinas e femininas possuem flores separadas, com tamanho entre 1,5 e 3,5 mm e coloração que varia do verde ao amarelo vivo. Essa combinação de tronco inchado, folhas rígidas e inflorescência ramificada confere à planta uma aparência escultural marcante, facilitando sua identificação e distinguindo-a de espécies semelhantes.
Distribuição e Habitat
Esta planta é encontrada naturalmente nas florestas decíduas tropicais do estado mexicano de Oaxaca, uma região caracterizada por clima tropical seco e solos bem drenados. O ambiente onde cresce apresenta períodos de seca, o que favorece sua adaptação, especialmente pela base inchada que armazena água. Sua ocorrência é relativamente restrita a essa área, o que reforça seu caráter único dentro do gênero Beaucarnea.
Além de seu habitat natural, pode ser vista ocasionalmente em cultivos em regiões com clima mediterrâneo ou desértico, como no sul da Califórnia e partes do Arizona, onde as temperaturas de inverno não atingem níveis muito baixos. Nessas condições, a planta pode se desenvolver bem, desde que receba bastante luz e solo adequado. A adaptação a esses ambientes demonstra sua resistência a condições secas e quentes, típicas de sua origem.
Compreender sua distribuição ajuda a explicar as necessidades da planta em cultivo, como a preferência por solo bem drenado e exposição ao sol pleno, além da tolerância limitada ao frio intenso. Assim, essa espécie mantém um forte vínculo com os ecossistemas tropicais secos do México, onde desempenha seu papel natural e onde suas características morfológicas e fisiológicas foram moldadas para sobreviver a períodos de escassez hídrica.
Taxonomia
A planta pertence à família Asparagaceae, subfamília Nolinoideae, sendo o gênero Beaucarnea, que inclui espécies com características marcantes como o tronco inchado para armazenamento de água. Beaucarnea stricta, descrita por Charles Lemaire em 1861, destaca-se dentro do gênero por sua base lenhosa globosa e tronco ereto, que podem atingir grandes dimensões. É uma espécie reconhecida por suas folhas rígidas, de coloração azul-esverdeada, que formam uma roseta compacta e ereta.
No gênero Beaucarnea, que tem como parentes próximos plantas como Dasylirion e Nolina, Beaucarnea stricta é diferenciada de espécies próximas, como Beaucarnea gracilis, pela forma mais conical da base do tronco e pelo porte das folhas, que são mais estreitas e rígidas. Embora possa ser confundida visualmente com algumas yuccas ou nolinas devido à cor e forma das folhas, a base inchada e o hábito de crescimento ereto são características que ajudam na identificação precisa.
Não há subespécies amplamente reconhecidas para Beaucarnea stricta, mas sua variabilidade natural ocorre dentro do porte e da coloração das folhas. O gênero Beaucarnea é frequentemente confundido com Beaucarnea recurvata, popularmente chamada de "Ponytail palm", mas Beaucarnea stricta apresenta diferenças claras, como folhas menos recurvadas e inflorescências mais ramificadas. Essas distinções são importantes para entusiastas que buscam uma planta com características específicas de forma e textura.
Importância
Esta planta destaca-se por sua capacidade de armazenar água em sua base lenhosa e inchada, o que a torna altamente adaptada para sobreviver em ambientes áridos e períodos de seca. Esse atributo não apenas contribui para sua resistência, mas também para a manutenção do equilíbrio hídrico em ecossistemas secos, onde atua como um componente vital da vegetação local.
Além de seu valor ornamental devido à forma escultural e imponente, a planta oferece benefícios ecológicos ao fornecer abrigo e microhabitats para pequenos animais e insetos, auxiliando na biodiversidade das regiões onde ocorre naturalmente. Sua presença contribui para a estabilidade do solo, ajudando a prevenir erosões em áreas suscetíveis.
No âmbito econômico, é apreciada no paisagismo por sua aparência única e pela facilidade de cultivo em jardins de clima seco ou mediterrâneo, sendo frequentemente utilizada em projetos que buscam plantas resistentes e de baixa manutenção. Embora sua propagação comercial seja limitada em comparação a espécies mais comuns, sua singularidade confere valor para colecionadores e amantes de plantas suculentas. Dessa forma, além de sua função estética, exerce papel importante na valorização de ambientes naturais e cultivados.