Pau rosa da Índia - Dalbergia latifolia
Originária da Índia, esta árvore majestosa conquista pela beleza de sua madeira nobre, com tons profundos e veios marcantes que a tornaram mundialmente famosa. Sua copa arredondada e folhagem exuberante criam um ponto focal impressionante em jardins amplos, enquanto seu crescimento vigoroso promete transformar seu espaço em poucos anos.
Ideal para quem busca uma espécie tropical de grande porte com valor ornamental e histórico, adaptando-se bem a climas quentes e solos bem drenados.
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Sobre
Originária das florestas tropicais do subcontinente indiano, esta árvore majestosa da família das leguminosas conquistou reconhecimento mundial por sua madeira excepcional de tonalidade escura e padrões marcantes. Conhecida como Black Rosewood no mercado internacional, ela representa uma das madeiras mais valorizadas para marcenaria fina e fabricação de instrumentos musicais de alta qualidade.
Árvores maduras podem atingir entre 16 e 30 metros de altura, desenvolvendo uma copa arredondada característica. Suas folhas compostas e flores típicas das leguminosas dão origem a vagens com sementes, perpetuando a espécie em seu ambiente natural. A madeira difusamente porosa, sem anéis de crescimento visíveis, apresenta qualidades estéticas e acústicas que a tornam especialmente procurada para violões e móveis de luxo.
Atualmente classificada como vulnerável pela IUCN, esta espécie enfrenta pressão significativa devido à exploração comercial intensa e redução de habitat. Frequentemente utilizada como alternativa ao pau-rosa brasileiro, também ameaçado, ela está protegida por regulamentações internacionais que visam garantir sua sobrevivência. Seu cultivo requer clima tropical quente e solo bem drenado, condições que favorecem o desenvolvimento vigoroso característico da espécie.
Cuidados
Esta árvore tropical desenvolve-se melhor em solos bem drenados e férteis, com boa capacidade de retenção de umidade. Prefere locais com exposição solar plena ou meia-sombra, onde possa receber luz abundante para crescimento vigoroso. Por ser nativa de regiões tropicais e subtropicais da Índia, adapta-se a climas quentes e úmidos, com temperaturas consistentemente elevadas ao longo do ano.
A rega deve ser regular durante a fase de estabelecimento, mantendo o solo úmido mas nunca encharcado. Árvores já estabelecidas demonstram boa tolerância a períodos de seca moderada, embora se beneficiem de irrigação suplementar em períodos prolongados sem chuva. O crescimento é naturalmente lento a moderado, característica típica de espécies que produzem madeira densa e de alta qualidade.
A propagação ocorre principalmente por sementes, que devem ser semeadas frescas para melhores taxas de germinação. O cultivo requer paciência, já que o desenvolvimento até a maturidade leva anos. Por se tratar de árvore de grande porte, é essencial planejar espaço adequado para seu crescimento completo, considerando que pode atingir entre 16 e 30 metros de altura com copa arredondada e ampla.
Morfologia
Esta árvore impressiona por seu porte majestoso, alcançando entre 16 e 30 metros de altura quando adulta, com uma copa arredondada e bem formada que proporciona sombra generosa. O tronco desenvolve-se robusto e ereto, sustentando toda a estrutura da planta com elegância característica das grandes leguminosas tropicais.
As folhas são compostas, dispostas de forma alternada ao longo dos ramos, criando uma textura visual delicada apesar do tamanho imponente da árvore. Esta configuração foliar é típica do gênero Dalbergia e contribui para a aparência refinada da espécie. Durante o período de floração, surgem pequenas flores agrupadas, seguidas pelo desenvolvimento de vagens achatadas típicas das fabáceas, que abrigam as sementes.
Uma das características mais notáveis está em sua madeira, que apresenta coloração escura e padrões naturais extremamente atrativos. A estrutura interna é difusamente porosa, sem anéis de crescimento visíveis, conferindo uniformidade ao material lenhoso. Esta particularidade, aliada à tonalidade profunda e ao desenho natural das fibras, torna cada exemplar único e facilmente reconhecível entre outras espécies arbóreas. O crescimento é relativamente lento, refletindo a densidade e qualidade superior do lenho desenvolvido ao longo dos anos.
Distribuição e Habitat
Originária do subcontinente indiano, esta espécie majestosa desenvolve-se naturalmente em florestas tropicais e subtropicais da Índia, onde encontra as condições ideais para seu crescimento vigoroso. Seu habitat natural caracteriza-se por climas quentes e solos bem drenados, elementos fundamentais para o desenvolvimento pleno desta árvore imponente.
A distribuição geográfica estende-se também para regiões da Indonésia, onde é conhecida localmente como Sonokeling, possivelmente resultado de introduções históricas que demonstram sua capacidade de adaptação a diferentes ambientes tropicais. Nas florestas onde ocorre naturalmente, esta espécie integra-se ao ecossistema como componente importante da vegetação arbórea.
O ambiente preferencial inclui áreas com temperatura elevada durante todo o ano e precipitação adequada, típicas das zonas tropicais asiáticas. Estas condições climáticas específicas explicam por que a espécie prospera melhor em regiões que replicam as características de seu habitat original, tornando o conhecimento de sua origem geográfica essencial para quem deseja cultivá-la com sucesso. A redução de seu habitat natural nas últimas décadas tornou ainda mais importante compreender suas necessidades ambientais específicas para garantir sua preservação e cultivo adequado.
Taxonomia
Pertencente à família Fabaceae, uma das maiores famílias de plantas com flores, esta espécie integra o gênero Dalbergia, reconhecido mundialmente por agrupar árvores produtoras de madeiras nobres e aromáticas. O gênero Dalbergia compreende aproximadamente 250 espécies distribuídas em regiões tropicais e subtropicais, sendo muitas delas valorizadas comercialmente.
A classificação científica completa posiciona a espécie no reino Plantae, ordem Fabales, família Fabaceae (também conhecida como Leguminosae), gênero Dalbergia e espécie Dalbergia latifolia Roxb. O nome científico foi estabelecido por William Roxburgh, botânico pioneiro no estudo da flora indiana.
Esta espécie frequentemente é confundida ou comparada com Dalbergia nigra, o pau-rosa brasileiro, devido às semelhanças na qualidade e aparência da madeira. Outro parente próximo é Dalbergia sissoo, conhecido como sissoo ou sheesham, também nativo do subcontinente indiano, porém com características e aplicações distintas.
A família Fabaceae caracteriza-se pela presença de frutos tipo vagem e capacidade de fixação de nitrogênio no solo através de associações simbióticas com bactérias, contribuindo para a fertilidade dos ecossistemas onde ocorrem. Devido à exploração comercial intensa, várias espécies do gênero Dalbergia estão protegidas por regulamentações internacionais, incluindo listagens no CITES para controle do comércio de madeira.
Importância
Esta árvore representa uma das madeiras mais valiosas do mundo, amplamente procurada por marceneiros, luthiers e artesãos especializados. Sua madeira de coloração escura e padrão atrativo é utilizada na fabricação de móveis finos, instrumentos musicais de alta qualidade como violões e guitarras, folheados decorativos e objetos artesanais especiais. A densidade e trabalhabilidade excepcionais tornam este material ideal para peças que exigem durabilidade e beleza estética.
No comércio internacional, frequentemente substitui espécies ameaçadas de extinção, como o pau-rosa brasileiro, oferecendo características similares. Contudo, a exploração excessiva levou esta espécie à classificação de vulnerável pela IUCN, resultando em sua inclusão nas regulamentações internacionais de proteção através do CITES. Estas restrições visam garantir que o comércio seja sustentável e não comprometa ainda mais as populações naturais.
Ecologicamente, desempenha papel importante nas florestas tropicais do subcontinente indiano, oferecendo habitat para diversas espécies e contribuindo para a biodiversidade local. A redução de seu habitat natural representa perda não apenas de uma espécie economicamente valiosa, mas também de um componente essencial dos ecossistemas florestais tropicais onde ocorre naturalmente.