Melocactus ernestii
Esta espécie encanta colecionadores com seus espinhos em tons vibrantes de vermelho e amarelo, criando um contraste marcante com o corpo verde do cacto. O cefálio desenvolvido, coroado por longas brácteas expostas, produz flores delicadas em tons de rosa a magenta que se abrem à tarde, seguidas por frutos coloridos que adicionam ainda mais interesse visual.
Nativa do nordeste brasileiro, adapta-se bem ao cultivo e pode atingir tamanho impressionante de até 45 cm de altura. Suas costelas bem definidas e espinhos robustos conferem personalidade única, tornando cada exemplar uma peça de destaque na coleção.
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Sobre
Originário das regiões áridas do nordeste brasileiro, especialmente Pernambuco e Bahia, este cacto chama atenção por sua estrutura robusta e espinhos marcantes com bandas em tons de vermelho e amarelo. Sua forma varia de arredondada a levemente cilíndrica, podendo alcançar até 45 centímetros de altura e 35 centímetros de diâmetro, com coloração que transita entre verde-amarelado claro e verde escuro intenso.
O grande destaque desta espécie é seu cefálio, uma coroa de cerdas modificadas que se desenvolve no topo da planta na fase adulta, de onde emergem delicadas flores em tons de rosa a magenta. Essas flores, que se abrem no início ou meio da tarde, medem entre 18 e 43 milímetros e dão origem a frutos alongados em formato de clava, com coloração vibrante que vai do rosa ao vermelho brilhante.
Com 9 a 13 costelas organizadas em tubérculos arredondados, apresenta de 3 a 8 espinhos centrais que podem atingir até 9 centímetros, além de 7 a 13 espinhos radiais dispostos de forma radiante. Esta variação morfológica significativa torna cada exemplar único, conferindo personalidade especial a qualquer coleção de cactos brasileiros.
Cuidados
Este cacto brasileiro requer cuidados específicos para prosperar. Cultive em substrato extremamente bem drenado, composto por areia grossa, pedrisco e terra vegetal em partes iguais, com pH levemente ácido. A drenagem perfeita é essencial para evitar o apodrecimento das raízes.
Posicione em local com luz solar direta abundante, pelo menos 6 horas diárias. A exposição solar intensa favorece o desenvolvimento saudável do cefálio e a coloração vibrante dos espinhos com suas características bandas vermelhas e amarelas.
A rega deve ser moderada durante a primavera e verão, permitindo que o substrato seque completamente entre as regas. No inverno, reduza drasticamente a frequência, regando apenas o suficiente para evitar o murchamento. O excesso de água é o principal inimigo desta espécie.
Mantenha em temperaturas entre 20°C e 35°C, protegendo de geadas. Tolera calor intenso típico de seu habitat natural no nordeste brasileiro. Fertilize mensalmente durante o período de crescimento com adubo específico para cactos, diluído à metade da concentração recomendada.
A propagação é feita exclusivamente por sementes, já que não produz brotações laterais. Fique atento a cochonilhas e ácaros, que podem se alojar entre os espinhos. Inspecione regularmente a base do caule para detectar sinais de podridão precocemente.
Morfologia
Este cacto apresenta forma que varia de subglobosa a curta cilíndrica, com caule que pode exibir tonalidades desde verde amarelado claro até verde escuro. A planta alcança entre 9 e 45 centímetros de altura e 7 a 35 centímetros de diâmetro, desenvolvendo de 9 a 13 costelas mais ou menos arredondadas, algumas com bordas bastante marcadas.
O sistema de espinhos é particularmente chamativo, apresentando bandas em vermelho e amarelo, ou tons avermelhados e acastanhados. A planta desenvolve de 3 a 8 espinhos centrais robustos, medindo entre 3,2 e 9 centímetros de comprimento, sendo que o espinho inferior pode ser curvo ou reto. Complementando, surgem de 7 a 13 espinhos radiais, retos ou curvados para fora, com 4 a 15 centímetros de comprimento.
A característica mais distintiva é o cefálio, estrutura especializada no topo da planta de onde emergem as flores. Este cefálio apresenta brácteas longas e espinhos modificados bem expostos. As flores se abrem geralmente no início ou meio da tarde, exibindo coloração rosa a magenta clara, com 18 a 43 milímetros de comprimento. Os frutos têm formato de clava e apresentam cores vibrantes que vão do rosa ao vermelho brilhante ou magenta intenso, medindo entre 16 e 60 milímetros de comprimento.
Distribuição e Habitat
Esta espécie é endêmica do nordeste brasileiro, com ocorrência natural concentrada nos estados de Pernambuco e Bahia. Sua distribuição geográfica restrita a essas regiões reflete adaptações específicas às condições climáticas e geológicas do semiárido nordestino, onde desenvolveu características únicas para sobreviver em ambientes de baixa disponibilidade hídrica e alta luminosidade.
O habitat natural desta planta está associado a formações rochosas e afloramentos característicos da caatinga, ecossistema marcado por períodos prolongados de seca e chuvas concentradas em poucos meses do ano. Essas condições extremas moldaram sua morfologia e fisiologia, resultando em uma espécie perfeitamente adaptada a solos pobres em matéria orgânica, alta incidência solar e variações significativas de temperatura entre dia e noite.
A ocorrência restrita ao território brasileiro torna esta espécie particularmente importante do ponto de vista de conservação, representando parte do patrimônio botânico exclusivo da flora nacional. Não há registros de introduções bem-sucedidas em outras regiões fora de seu ambiente natural, o que reforça sua especificidade em relação às condições ambientais do nordeste do Brasil.
Taxonomia
Pertencente à família Cactaceae, esta espécie foi descrita botanicamente por Friedrich Vaupel em 1920. O gênero Melocactus é facilmente reconhecível pelo cefálio característico, uma estrutura de crescimento terminal que produz flores e frutos, diferenciando-o de outros cactos globulares.
A classificação científica situa esta planta dentro de um grupo de cactos endêmicos do Brasil, particularmente adaptados às condições do nordeste brasileiro. Taxonomicamente, a espécie apresenta duas subespécies reconhecidas: a subespécie típica ernestii e a subespécie longicarpus, descrita por Buining e Brederoo, que se diferenciam principalmente pelas características dos frutos e espinhos.
Historicamente, houve propostas de reclassificação, como a sugestão de P. J. Braun em 1988 de tratá-la como subespécie de Melocactus oreas. No entanto, a classificação atual mantém seu status como espécie independente devido às características morfológicas distintivas, especialmente o padrão de coloração dos espinhos com bandas vermelhas e amarelas.
Dentro do gênero Melocactus, esta espécie apresenta variação morfológica significativa, o que pode ocasionalmente causar confusão na identificação. As características do cefálio, com brácteas longas e espinhos expostos, auxiliam na diferenciação de outras espécies relacionadas do mesmo gênero que ocorrem em regiões próximas.
Importância
Esta espécie endêmica do nordeste brasileiro desempenha um papel fundamental na conservação da biodiversidade dos ecossistemas de caatinga. Como planta nativa de regiões semiáridas, contribui para a manutenção do equilíbrio ecológico em ambientes onde poucas espécies conseguem prosperar, oferecendo recursos importantes para a fauna local.
Seus frutos vistosos, que variam de rosa a vermelho brilhante intenso, servem como fonte de alimento para aves e pequenos mamíferos, auxiliando na dispersão de sementes e na manutenção das cadeias alimentares regionais. As flores, que se abrem no início ou meio da tarde, atraem polinizadores específicos adaptados aos horários mais amenos do dia, contribuindo para a biodiversidade de insetos nativos.
Do ponto de vista ornamental, ganhou reconhecimento entre colecionadores de cactos pela beleza única de seus espinhos com bandas vermelhas e amarelas, além do cefálio proeminente característico do gênero. Esta valorização no mercado de plantas especiais tem incentivado programas de cultivo sustentável que reduzem a pressão sobre populações selvagens.
Sua capacidade de adaptação a condições extremas de seca e calor também desperta interesse científico para estudos sobre resistência vegetal às mudanças climáticas, tornando-a importante para pesquisas em botânica e conservação de espécies de ambientes áridos.