Peiote falso - Lophophora diffusa
Este cacto globoso de tom amarelo-esverdeado encanta pela sua aparência suave e minimalista, com tubérculos largos e achatados que criam uma textura única. Suas delicadas flores brancas, por vezes levemente rosadas, contrastam belamente com o corpo da planta, criando um espetáculo discreto mas memorável.
Originário dos desertos calcários do México central, adapta-se bem ao cultivo, mantendo-se compacto (5-12 cm de diâmetro) e de crescimento lento - perfeito para colecionadores que valorizam plantas raras e de fácil manutenção. Sua forma globosa sem costelas aparentes o torna visualmente distinto de outros cactos, adicionando interesse arquitetônico a qualquer coleção.
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Galeria de fotos
Aqui você vê a espécie em diferentes fases de crescimento e contextos, como plantas adultas e em ambiente natural. Essas imagens ajudam a visualizar como a planta pode ficar no futuro e não representam a planta específica à venda.
Sobre
Este pequeno cacto globoso nativo do deserto de Chihuahua, no México central, encanta pela sua aparência suave e delicada. Com seu caule amarelo-esverdeado que raramente ultrapassa 7 centímetros de altura, apresenta uma característica marcante: a ausência das costelas típicas encontradas na maioria dos cactos, substituídas por tubérculos largos e achatados que conferem uma textura única à planta.
Suas flores brancas delicadas, ocasionalmente tingidas de rosa pálido ou amarelo suave, medem até 2,2 centímetros de diâmetro e surgem do topo da planta, criando um contraste encantador com o corpo verde-amarelado. Os frutos carnudos inicialmente rosados transformam-se gradualmente, tornando-se esbranquiçados e secos na maturidade, abrigando pequenas sementes pretas com textura tuberculada.
Encontrado naturalmente em solos calcários entre 50 e 1800 metros de altitude, principalmente no estado de Querétaro, este cacto pode crescer solitário ou formar pequenos grupos. Seu nome popular "Peiote falso" deriva da semelhança com seu parente mais conhecido, embora possua características morfológicas distintas que o tornam uma espécie fascinante por direito próprio. Ideal para colecionadores que apreciam cactos de crescimento lento e aparência diferenciada.
Cuidados
Este cacto de crescimento lento requer cuidados específicos para prosperar. O substrato ideal deve ser extremamente bem drenado, composto por uma mistura de terra para cactos com pelo menos 50% de material inorgânico como areia grossa, perlita ou pedra-pomes. Como planta de deserto calcário, aprecia a adição de calcário dolomítico ou cascalho calcário ao substrato.
A rega deve ser muito moderada e espaçada. Durante a primavera e verão, regue apenas quando o solo estiver completamente seco, geralmente a cada 10 a 15 dias. No outono, reduza gradualmente as regas e mantenha o solo praticamente seco durante o inverno, quando a planta entra em dormência. O excesso de água é fatal e pode causar apodrecimento rápido das raízes.
Quanto à luminosidade, prefere luz solar direta ou muito intensa, mas pode se beneficiar de sombreamento leve nas horas mais quentes do verão. A exposição solar adequada mantém a coloração característica amarelo-esverdeada e o formato compacto.
A temperatura ideal durante o crescimento ativo fica entre 20°C e 30°C. No inverno, tolera temperaturas próximas a 5°C, desde que mantida seca. A propagação é feita principalmente por sementes, que germinam em substrato arenoso e úmido sob temperaturas de 20°C a 25°C. O crescimento é extremamente lento, levando anos para atingir o tamanho adulto. Fique atento a cochonilhas, que podem se esconder entre os tubérculos achatados.
Morfologia
Este cacto apresenta um corpo globoso e suave, com coloração característica amarelo-esverdeada que o distingue de outras espécies do gênero. O caule atinge dimensões modestas, variando entre 2 e 7 centímetros de altura e 5 a 12 centímetros de diâmetro, podendo crescer solitário ou formar pequenos grupos compactos ao longo do tempo.
Uma das características mais marcantes é a ausência de costelas definidas, típicas da maioria dos cactos. No lugar delas, a planta desenvolve tubérculos largos e achatados, que se distribuem pela superfície do caule de forma suave, criando uma textura ondulada discreta. Esses tubérculos raramente se elevam de maneira proeminente, mantendo o perfil arredondado e compacto da planta.
As flores surgem no topo do caule, apresentando formato afunilado e coloração predominantemente branca, ocasionalmente com nuances muito suaves de rosa ou amarelo pálido. Medem entre 1,3 e 2,2 centímetros de diâmetro, proporcionando um contraste delicado com o tom esverdeado do corpo.
Os frutos amadurecem em formato alongado, inicialmente com coloração rosada-avermelhada e textura carnuda. Com o tempo, tornam-se esbranquiçados e secos. As sementes são pretas, em forma de pêra, com superfície tuberculada característica e uma área de fixação (hilo) ampla e distintiva, medindo aproximadamente 1 a 1,5 milímetros de comprimento.
Distribuição e Habitat
Originária do deserto de Chihuahua, no México central e norte, esta espécie habita principalmente o estado de Querétaro, onde prospera em solos calcários característicos da região. Sua distribuição natural abrange uma ampla faixa altitudinal, ocorrendo desde áreas próximas ao nível do mar, a partir de 50 metros de altitude, até regiões mais elevadas que alcançam 1800 metros.
O ambiente natural onde esta planta se desenvolve é marcado por condições áridas típicas do deserto mexicano, com solos pobres em matéria orgânica mas ricos em minerais calcários. Essas características do habitat original são fundamentais para compreender suas necessidades de cultivo, especialmente quanto à drenagem excepcional e ao pH alcalino do substrato que melhor imitam suas condições nativas.
A adaptação a uma faixa altitudinal tão ampla demonstra a notável capacidade desta espécie de tolerar variações climáticas, desde o calor intenso das áreas mais baixas do deserto até temperaturas mais amenas das regiões montanhosas. Esta versatilidade explica, em parte, sua resistência quando cultivada em diferentes condições, desde que mantidos os cuidados básicos relacionados à drenagem e exposição solar adequadas ao seu metabolismo de planta suculenta adaptada a ambientes extremos.
Taxonomia
Pertencente à família Cactaceae, subfamília Cactoideae e tribo Cacteae, esta espécie foi originalmente descrita por Croizat em 1944 como Lophophora echinata var. diffusa e posteriormente elevada ao status de espécie por Bravo em 1967. O nome do gênero Lophophora deriva do grego "lophos" (crista) e "phoreus" (portador), fazendo referência aos característicos tufos de pelos que aparecem nas estruturas chamadas tubérculos.
Dentro do gênero Lophophora, esta espécie se distingue claramente de sua parente mais famosa, Lophophora williamsii, conhecida como peiote verdadeiro. Existem variedades reconhecidas como Lophophora diffusa var. koehresii e subsp. viridescens, que apresentam pequenas variações dentro da espécie. A classificação taxonômica é relativamente estável, com poucos sinônimos registrados desde sua descrição formal.
O gênero Lophophora é pequeno e bem definido, composto por poucas espécies que compartilham características como ausência de espinhos verdadeiros, crescimento lento e adaptação a ambientes áridos. A identificação correta desta espécie é importante tanto para fins de cultivo quanto para compreender sua distribuição natural no deserto de Chihuahuan, no México central e norte, especialmente no estado de Querétaro.
Importância
Esta espécie representa um importante elemento da biodiversidade dos desertos calcários do México central, desempenhando papel singular nos ecossistemas áridos da região de Querétaro e do deserto de Chihuahuan. Embora não possua o mesmo reconhecimento cultural de sua parente mais famosa, o peiote verdadeiro, esta planta contribui para a estabilidade do solo em ambientes hostis, onde poucas espécies conseguem prosperar.
No cultivo ornamental, ganhou destaque entre colecionadores de cactos raros por suas características distintivas: o caule amarelo-esverdeado suave e os tubérculos achatados criam um visual único que a diferencia de outras espécies do gênero. Sua capacidade de adaptação a condições extremas de aridez e solo calcário a torna valiosa para projetos de jardinagem sustentável em regiões secas.
Do ponto de vista da conservação, representa um patrimônio genético importante para estudos sobre adaptação de cactos a ambientes específicos. Suas flores discretas atraem pequenos polinizadores nativos, contribuindo para a manutenção das cadeias alimentares locais. A preservação desta espécie em coleções botânicas ajuda a proteger a variabilidade genética do gênero Lophophora, especialmente considerando as pressões sobre seus habitats naturais no México.