Cacto senita - Lophocereus schottii
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Sobre
Sobre
Originário do deserto de Sonora, este cacto impressiona por sua arquitetura escultural em forma de candelabro, com múltiplos caules verticais que criam uma presença marcante em qualquer ambiente. Suas costelas bem definidas e espinhos prateados conferem textura e personalidade única, tornando-o uma peça de destaque para colecionadores.
Perfeito para quem busca uma planta de baixíssima manutenção, adapta-se excepcionalmente bem a ambientes internos ensolarados e varandas. Seu crescimento lento permite que mantenha o porte desejado por anos, enquanto suas necessidades mínimas de água o tornam ideal para quem tem rotina agitada ou viaja com frequência.
Envio
Envio
Enviado sem substrato
A planta segue sem vaso e sem substrato, pois essa espécie viaja muito bem à raiz nua. As raízes vão protegidas e prontas para o replantio.
Detalhes
Detalhes
Nome científico
Lophocereus schottii
Sinônimos
Pachycereus schottii, Cereus schottii, Pilocereus schottii
Sinônimos descritos separadamente
Lophocereus schottii f. spiralis, Lophocereus schottii f. monstrosus, Pachycereus schottii var. tenuis, Lophocereus schottii var. tenuis, Lophocereus sargentianus, Lophocereus mieckleyanus, Lemaireocereus mieckleyanus, Lophocereus schottii f. mieckleyanus, Cereus mieckleyanus, Pilocereus schottii var. australis, Cereus schottii var. australis, Lophocereus schottii var. sargentianus, Cereus palmeri, Lophocereus australis, Pachycereus schottii var. australis, Cereus sargentianus, Lophocereus schottii var. australis, Pachycereus schottii f. spiralis, Pachycereus schottii f. sargentianus, Pachycereus schottii f. monstrosus, Pilocereus sargentianus, Pachycereus schottii f. mieckleyanus
Galeria de fotos
Aqui você vê a espécie em diferentes fases de crescimento e contextos, como plantas adultas e em ambiente natural. Essas imagens ajudam a visualizar como a planta pode ficar no futuro e não representam a planta específica à venda.
Sobre
Originário do deserto de Sonora, este cacto colunar impressiona pela sua arquitetura majestosa em forma de candelabro, desenvolvendo múltiplos caules verticais que podem alcançar até 3 metros de altura. Uma de suas características mais fascinantes é o pseudocefálio terminal – uma estrutura única coberta por longas massas de espinhos flexíveis e cinzentos que se forma no topo dos caules maduros, de onde surgem delicadas flores noturnas que variam do branco ao rosa intenso.
Com crescimento lento e estrutura robusta, apresenta de 5 a 13 costelas proeminentes ao longo dos caules verde-amarelados, adornadas por espinhos cinzentos que se tornam mais pronunciados com a maturidade. Em seu habitat natural, forma impressionantes moitas com dezenas de caules, criando verdadeiras esculturas vivas no deserto.
Os frutos globosos vermelhos com polpa carnuda são comestíveis e saborosos, tradicionalmente apreciados pelas comunidades locais. Extremamente xerófito e adaptado a condições áridas severas, este cacto é valorizado por colecionadores pela facilidade relativa de cultivo, desde que respeitadas suas necessidades essenciais: solo arenoso com excelente drenagem, exposição solar plena e regas muito esparsas. Suas formas variantes cristata e monstruosa são particularmente procuradas, apresentando crescimentos fascinantes que desafiam a geometria típica da espécie.
Cuidados
Este cacto colunar aprecia condições que simulem seu habitat desértico natural. O substrato deve ser extremamente bem drenado, composto por mistura mineral e arenosa com pedregosidade, evitando qualquer retenção excessiva de umidade. A luz solar direta e abundante é essencial para o desenvolvimento saudável - em ambientes com pouca luminosidade, o crescimento torna-se fraco e a forma pode ficar comprometida.
A rega deve ser muito esparsa durante a estação de crescimento no verão, sempre permitindo que o solo seque completamente entre as aplicações. No inverno, suspenda completamente a irrigação, mantendo o substrato totalmente seco. Plantas maduras são particularmente sensíveis ao excesso de água, podendo apodrecer facilmente, especialmente após transplantes ou em vasos muito grandes.
A temperatura ideal situa-se acima de 5°C, embora exemplares bem secos tolerem breves períodos próximos a 0°C. A ventilação adequada é crucial - ambientes abafados combinados com umidade favorecem o apodrecimento. Fertilize apenas uma vez durante o verão com adubo específico para cactos, rico em potássio e pobre em nitrogênio, diluído à metade da concentração recomendada.
Cochonilhas e ácaros vermelhos são as pragas mais comuns, controláveis com pulverizações apropriadas. A propagação ocorre principalmente por sementes, já que raramente produz brotações laterais. O crescimento é naturalmente lento, exigindo paciência do cultivador.
Morfologia
Este cacto colunar impressiona pela sua arquitetura vertical em forma de candelabro, desenvolvendo múltiplos caules eretos que podem alcançar de 1 a 3 metros de altura e entre 5 e 10 centímetros de diâmetro. Os caules apresentam coloração verde-amarelada e exibem de 4 a 13 costelas proeminentes bem definidas ao longo de toda sua extensão.
A estrutura de espinhos é bastante característica, com 1 a 3 espinhos centrais robustos de cor cinza medindo de 1 a 3 centímetros, acompanhados por 3 a 15 espinhos radiais menores, com 0,5 a 1,5 centímetros. Em plantas maduras, os espinhos tornam-se mais longos e evidentes.
O aspecto mais distintivo desta espécie é seu pseudocefálio terminal, uma estrutura especializada que pode variar de 5 centímetros até mais de 1 metro de comprimento, formada por densas massas de espinhos longos, flexíveis e cinzentos. É desta região que surgem as flores noturnas em formato de funil, com coloração que varia do branco ao rosa profundo, medindo até 4 centímetros de comprimento e 3 centímetros de diâmetro.
Os frutos são globosos, carnudos e vermelhos, com polpa também vermelha, atingindo de 1 a 3 centímetros de diâmetro. A planta frequentemente forma extensas moitas com dezenas ou até centenas de caules, criando um conjunto visual marcante. Existem também formas variantes cultivadas, incluindo a cristata e a monstruosa, muito apreciadas por colecionadores.
Distribuição e Habitat
Originário das regiões desérticas do noroeste do México e sudoeste dos Estados Unidos, este cacto colunar habita naturalmente o Deserto de Sonora, uma das áreas mais áridas da América do Norte. Sua distribuição geográfica abrange o sul do Arizona, a península de Baja California (incluindo Baja California Sur) e o estado de Sonora no México, onde forma parte essencial da paisagem desértica característica da região.
Em seu ambiente natural, prospera em condições extremamente secas e ensolaradas, adaptado perfeitamente ao clima árido e semiárido. Frequentemente forma extensas colônias com dezenas ou até mais de cem caules agrupados, criando moitas impressionantes que se destacam na vegetação esparsa do deserto. Estas formações naturais demonstram sua capacidade de colonizar áreas e sua resistência às condições adversas típicas desses ecossistemas.
O habitat preferencial inclui encostas rochosas, planícies desérticas e áreas com solo extremamente drenado, onde as chuvas são escassas e irregulares. A planta desenvolveu adaptações notáveis para sobreviver nessas condições, incluindo seu sistema de armazenamento de água e estruturas especializadas para reprodução. Sua presença é um indicador das condições desérticas clássicas do Sonora, um dos desertos mais biologicamente diversos do mundo.
Taxonomia
Pertence à família Cactaceae, uma das mais diversificadas entre as suculentas, reunindo espécies adaptadas a ambientes áridos. Dentro desta família, o gênero Lophocereus é relativamente pequeno e especializado, caracterizado por cactos colunares que desenvolvem estruturas reprodutivas únicas chamadas pseudocefálios - massas densas de espinhos modificados no topo dos caules onde surgem as flores.
A classificação científica completa posiciona esta espécie no reino Plantae, ordem Caryophyllales, família Cactaceae, gênero Lophocereus. O nome científico válido é Lophocereus schottii, descrito originalmente por Engelmann em 1856 como Cereus schottii e posteriormente reclassificado por Britton e Rose em 1909.
Ao longo da história botânica, a espécie recebeu diversos sinônimos que refletem mudanças na compreensão taxonômica. Entre os mais relevantes estão Pilocereus schottii e Pachycereus schottii, este último usado até recentemente por alguns autores. Variedades como australis e tenuis foram descritas historicamente, mas sua validade é questionada pela taxonomia moderna.
No cultivo, são reconhecidas formas hortícolas notáveis que não representam variações taxonômicas formais, mas mutações apreciadas por colecionadores: a forma cristata, com crescimento em crista ondulada, e as formas monstruosas, incluindo a variante minor conhecida como 'mieckleyanus', todas mantendo as características genéticas da espécie original.
Importância
Na cultura dos povos indígenas do deserto de Sonora, esta espécie desempenha papel significativo há séculos. Seus frutos vermelhos e carnosos, com polpa adocicada, são apreciados como alimento silvestre, embora não sejam cultivados comercialmente em larga escala. As comunidades locais tradicionalmente colhem esses frutos durante a temporada de frutificação, aproveitando seu sabor agradável e valor nutritivo.
No ecossistema desértico, a planta assume funções ecológicas importantes. O pseudocefálio terminal, com suas longas massas de espinhos flexíveis, produz flores que se abrem à noite, atraindo polinizadores noturnos como morcegos e mariposas. Essa relação simbiótica é fundamental para a reprodução da espécie e para a manutenção das populações desses animais no ambiente árido. Os caules robustos também oferecem abrigo e locais de nidificação para aves do deserto.
Para colecionadores e entusiastas de cactos, representa uma espécie de grande valor ornamental, especialmente apreciada por sua arquitetura única em forma de candelabro e pelas variações morfológicas cristata e monstruosa. Sua presença em coleções botânicas contribui para a conservação ex situ da diversidade genética das cactáceas do deserto de Sonora, região que enfrenta crescentes pressões ambientais.