Chifre de vaca euphorbia grandicornis

Chifre de vaca - Euphorbia grandicornis

Esta suculenta escultural impressiona com seus espinhos imponentes que podem alcançar até 7 centímetros de comprimento, criando uma silhueta dramática e arquitetônica. Seus ramos segmentados crescem em formato hemisférico único, com ângulos profundos e ondulações marcantes que conferem personalidade inconfundível.

O contraste visual é surpreendente: flores amarelas vibrantes surgem ao longo dos ramos espinhosos, seguidas por frutos triangulares brilhantes em tons de rosa e vermelho nas bordas. Forma moitas generosas que podem atingir até 5 metros de diâmetro, tornando-se uma presença marcante em qualquer coleção.

Cultivada em jardins botânicos europeus desde 1876, esta espécie sul-africana adapta-se bem ao cultivo, tolerando períodos secos e exigindo poucos cuidados. Perfeita para quem busca uma planta de impacto visual forte, com caráter escultural e baixa manutenção.

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Aqui você vê a espécie em diferentes fases de crescimento e contextos, como plantas adultas e em ambiente natural. Essas imagens ajudam a visualizar como a planta pode ficar no futuro e não representam a planta específica à venda.

Sobre

Originária das regiões baixas da África Austral, esta suculenta arbustiva impressiona por sua arquitetura escultural e presença marcante. Forma grandes moitas que podem alcançar até 5 metros de diâmetro, com ramos segmentados que exibem um padrão geométrico fascinante. Cada segmento apresenta forma hemisférica e ângulos profundamente ondulados, criando uma textura tridimensional única que a distingue de outras espécies.

O que realmente chama atenção são os espinhos robustos, que podem atingir impressionantes 7 centímetros de comprimento. Estes não são apenas elementos defensivos - conferem à planta uma aparência dramática e escultural, justificando plenamente seu nome popular. Durante o período de floração, surgem flores amarelas vibrantes que contrastam belamente com o verde dos ramos, seguidas por cápsulas triangulares brilhantes com bordas rosadas a avermelhadas.

Adaptada a ambientes com solos argilosos e ciclos sazonais de seca e inundação, esta espécie demonstra notável resistência. Em seu habitat natural, forma comunidades densas quase impenetráveis, dominando a paisagem com sua presença imponente. Cultivada em jardins botânicos europeus desde 1876, provou ser uma planta adaptável que traz um toque selvagem e exótico para coleções de suculentas, ideal para quem busca uma peça de destaque com personalidade forte e baixa manutenção.

Cuidados

Esta suculenta africana adapta-se bem a ambientes internos com boa luminosidade. Posicione-a próxima a janelas que recebam luz solar direta ou indireta intensa durante a maior parte do dia. Em ambientes externos, prefira locais ensolarados onde possa receber pelo menos 4 a 6 horas de sol direto.

O solo deve ser extremamente bem drenado, preferencialmente uma mistura para cactos e suculentas. Você pode preparar seu próprio substrato combinando terra vegetal, areia grossa e perlita em partes iguais. A drenagem adequada é fundamental para evitar o apodrecimento das raízes, especialmente durante períodos de dormência.

Regue moderadamente durante a primavera e verão, permitindo que o substrato seque completamente entre as regas. No outono e inverno, reduza drasticamente a frequência, regando apenas o suficiente para evitar que os ramos murchem. Lembre-se de que esta planta tolera muito melhor a seca do que o excesso de água.

Adapta-se bem a temperaturas entre 18°C e 30°C, mas tolera variações maiores quando bem estabelecida. Proteja de geadas e temperaturas abaixo de 10°C, que podem causar danos permanentes aos tecidos. Em regiões com invernos rigorosos, cultive em vasos que possam ser movidos para ambientes protegidos.

A propagação é feita por estacas de ramos. Corte um segmento, deixe secar por alguns dias até formar uma película protetora e plante em substrato arenoso. Tenha cuidado ao manusear, pois os espinhos são longos e a seiva leitosa pode causar irritação na pele.

Morfologia

Esta suculenta arbustiva impressiona por suas proporções generosas, formando grandes moitas que podem atingir até 5 metros de diâmetro. Seus ramos longos e segmentados crescem de forma característica, com cada segmento apresentando formato hemisférico relativamente curto, porém muito largo, estreitando-se abruptamente antes de se fundir ao próximo.

Os ângulos das hastes são especialmente profundos e largos, criando ondulações pronunciadas que conferem à planta uma textura tridimensional marcante. O destaque morfológico são os espinhos excepcionalmente longos e robustos, tipicamente medindo entre 30 e 50 milímetros, podendo alcançar impressionantes 70 milímetros de comprimento.

As flores aparecem em inflorescências vistosas, organizadas em grupos de três, com flores amarelas brilhantes que contrastam belamente com os ramos verdes. Cada flor possui cinco glândulas amarelas distintivas. Após a floração, surgem cápsulas triangulares de 10 a 15 milímetros de diâmetro, com superfície lisa e brilhante, apresentando coloração rosa a vermelha nas bordas e verde no centro.

O conjunto dessas características torna esta espécie facilmente distinguível de outras suculentas espinhosas, com sua silhueta robusta, segmentos largos e espinhos proeminentes criando uma aparência verdadeiramente única e escultural.

Distribuição e Habitat

Originária das regiões de baixa altitude do sul da África, esta espécie ocorre naturalmente em áreas que antigamente eram conhecidas como Zululand, no norte de Natal (África do Sul), incluindo reservas importantes como Ndumu e Hluhluwe. Sua distribuição se estende também por Moçambique, particularmente nos distritos de Maputo, Moamba e Massingir, além de alcançar o sudeste da Suazilândia próximo às fronteiras com Natal e Moçambique.

Na natureza, prospera em terrenos de baixa altitude com solos argilosos, onde a pluviosidade é relativamente moderada mas suficiente para proporcionar inundações sazonais regulares. Nestas condições específicas, forma comunidades densas e dominantes de vegetação suculenta, criando matagais espinhosos que podem se tornar praticamente impenetráveis. As grandes moitas que desenvolve, chegando até 5 metros de diâmetro, são características marcantes da paisagem nestas regiões.

A espécie também faz incursões nas montanhas Lebombo, mostrando alguma adaptabilidade a diferentes altitudes dentro de sua região de ocorrência. Seu cultivo fora do habitat natural teve início ainda no século XIX, quando foi introduzida em jardins botânicos europeus como Kew Gardens em 1876, demonstrando capacidade de adaptação a ambientes distintos de sua origem africana.

Taxonomia

Pertencente à família Euphorbiaceae, uma das maiores e mais diversas famílias de plantas com mais de 2.000 espécies, esta suculenta africana integra o vasto gênero Euphorbia. Seu nome científico completo é Euphorbia grandicornis A.Blanc, validamente publicado em 1888 pelo botânico A. Blanc, que reconheceu suas características distintivas.

A espécie apresenta duas subespécies reconhecidas: a subsp. grandicornis, mais comum e amplamente distribuída no sul da África, e a subsp. sejuncta, com ocorrência mais restrita em Moçambique. A subespécie típica é a mais cultivada e conhecida entre colecionadores.

Historicamente, houve confusões taxonômicas com Euphorbia grandialata, nome que posteriormente foi reduzido à sinonímia sob E. grandicornis após estudos mais detalhados. Dentro do gênero, esta espécie pertence à seção Euphorbia, que agrupa plantas suculentas com características morfológicas semelhantes.

Entre espécies relacionadas do sul da África, destaca-se por seus espinhos excepcionalmente longos e segmentos de ramos hemisféricos únicos. Sua presença foi documentada na literatura ocidental desde 1865, sendo introduzida em jardins botânicos europeus como Kew Gardens em 1876, demonstrando interesse científico e ornamental desde o século XIX.

Importância

Na África Austral, esta suculenta desempenha papel fundamental na formação de comunidades vegetais únicas conhecidas como "spiny thickets" - matagais espinhosos quase impenetráveis que dominam paisagens de solos argilosos sujeitos a inundações sazonais. Essas formações densas criam microhabitats essenciais para fauna local, oferecendo proteção contra predadores graças aos espinhos robustos que podem alcançar até 7 centímetros de comprimento.

Do ponto de vista ornamental, a espécie conquistou reconhecimento internacional desde o século XIX, sendo cultivada em jardins botânicos europeus como Kew Gardens desde 1876. Sua arquitetura escultural com segmentos hemisféricos distintivos e flores amarelas vibrantes a tornam peça de destaque em coleções de suculentas, especialmente em projetos de paisagismo que buscam criar barreiras naturais ou pontos focais dramáticos.

Ecologicamente, contribui para a estabilização de solos em regiões com pluviosidade moderada, adaptando-se a ciclos de seca e umidade extrema. Suas moitas expansivas, que podem atingir 5 metros de diâmetro, funcionam como refúgio para pequenos animais e insetos nativos. A capacidade de formar comunidades dominantes demonstra sua importância na manutenção da biodiversidade local e na estruturação de ecossistemas áridos e semiáridos do sul da África.