Eriosyce subgibbosa
Originária da costa chilena, este cacto encanta por sua notável versatilidade de formas e cores. Pode apresentar-se globoso e compacto ou alongado e escultural, com caules que variam do verde-escuro ao amarelado, criando um visual único em cada exemplar.
O verdadeiro espetáculo acontece na floração, quando surgem flores carmim vibrantes que contrastam belamente com os espinhos. Estes variam do amarelo ao preto, podendo ser retos ou curvados, adicionando textura e personalidade à planta. Os frutos vermelhos brilhantes completam o show ornamental.
Ideal para colecionadores que apreciam cactos com caráter distintivo e beleza natural do deserto costeiro.
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Galeria de fotos
Aqui você vê a espécie em diferentes fases de crescimento e contextos, como plantas adultas e em ambiente natural. Essas imagens ajudam a visualizar como a planta pode ficar no futuro e não representam a planta específica à venda.
Sobre
Originária das áridas costas do Chile, esta espécie de cacto surpreende pela sua notável capacidade de adaptação e variabilidade. Seus caules podem apresentar-se desde formas globosas compactas até estruturas alongadas que, quando maduras, chegam a atingir um metro de comprimento, frequentemente adotando um crescimento prostrado bastante característico.
O que torna esta planta particularmente fascinante é sua extraordinária diversidade morfológica. Os caules variam de tonalidades amareladas a verde-escuras, por vezes com uma aparência glauca azulada. As costelas profundamente entalhadas criam tubérculos proeminentes que acentuam sua textura escultural. A armadura de espinhos é igualmente variável, podendo apresentar desde espinhos finos e delicados, quase como pelos, até estruturas robustas e rígidas em tons que vão do amarelo ao preto.
As flores carmim-vermelhas surgem das areolas jovens, destacando-se pela cobertura lanosa e por cerdas no tubo floral. Após a floração, desenvolvem-se frutos vermelhos brilhantes que se abrem de forma única por orifícios na base. Esta variabilidade levou ao reconhecimento de diversas subespécies e variedades, cada uma adaptada às condições específicas de seu habitat costeiro desértico, tornando-a uma adição intrigante para colecionadores que apreciam a riqueza morfológica dos cactos chilenos.
Cuidados
Esta espécie nativa do deserto costeiro chileno requer cuidados que simulem seu ambiente árido natural. O substrato deve ser extremamente drenante, composto por uma mistura de areia grossa, pedra-pomes e terra vegetal em proporções que impeçam o acúmulo de água. A drenagem perfeita é essencial para evitar o apodrecimento das raízes.
Quanto à iluminação, prefere sol pleno ou luz muito intensa, podendo tolerar algumas horas de sol direto diariamente. Em ambientes internos, posicione próximo a janelas com boa exposição solar. A rega deve ser escassa e espaçada, seguindo o princípio de deixar o substrato secar completamente entre as aplicações. Durante o inverno, reduza drasticamente a frequência, simulando o período de dormência natural.
A temperatura ideal varia entre 15°C e 30°C durante a estação de crescimento. Tolera temperaturas mais baixas no inverno, mas deve ser protegida de geadas severas. Pragas como cochonilhas podem ocasionalmente atacar, sendo facilmente controladas com aplicações de álcool ou inseticidas específicos para suculentas.
A propagação ocorre principalmente por sementes, que germinam em substrato arenoso mantido levemente úmido. O crescimento é lento, exigindo paciência do cultivador. Evite fertilizações excessivas, optando por adubos específicos para cactos em doses reduzidas durante a primavera e verão.
Morfologia
Esta espécie apresenta uma notável variabilidade em sua forma, podendo desenvolver caules globosos quando jovem ou alongar-se significativamente com a maturidade, às vezes adquirindo porte prostrado. Os exemplares adultos podem alcançar até um metro de comprimento, com diâmetro variando entre 6 e 25 centímetros. O caule exibe coloração que varia do amarelo-esverdeado ao verde escuro, ocasionalmente com tonalidade glauca que lhe confere aspecto azulado ou esbranquiçado.
A superfície é marcada por 16 a 22 costelas profundamente entalhadas entre as areolas, criando tubérculos proeminentes que conferem textura característica à planta. O conjunto de espinhos é particularmente variável, apresentando cores que vão do amarelo ao marrom ou preto. Os espinhos centrais, entre 1 e 16, são mais robustos e podem atingir 40 milímetros de comprimento, geralmente retos mas ocasionalmente curvados. Já os radiais, em número de 8 a 40, tendem a ser mais finos e delicados, alguns com aparência quase pilosa, medindo entre 10 e 20 milímetros.
As flores surgem nas areolas jovens em tonalidade carmim-vermelha vibrante, com o pericarpo e tubo floral cobertos por lã e cerdas. Os frutos alongados destacam-se pela coloração vermelha brilhante e característica única de abertura por orifícios basais, facilitando a identificação da espécie.
Distribuição e Habitat
Originária das regiões costeiras do Chile, esta espécie ocorre naturalmente em uma faixa que se estende desde Huasco, na província de Atacama, até a cidade de Concepción. Sua distribuição acompanha a linha litorânea chilena, onde se adaptou às condições particulares do deserto costeiro.
O habitat natural caracteriza-se por um ambiente árido com influência marítima, onde as condições climáticas são moldadas pela proximidade do Oceano Pacífico. Nestas áreas, a planta desenvolveu características que permitem sua sobrevivência em solos pobres e com baixa disponibilidade de água, típicos das zonas desérticas costeiras.
A ampla distribuição ao longo da costa chilena resultou em notável variabilidade entre as populações, refletindo adaptações às diferentes condições microclimáticas encontradas ao longo desta extensa faixa geográfica. Esta variação natural contribuiu para o reconhecimento de diferentes subespécies e variedades, cada uma com características próprias relacionadas ao seu local de origem específico.
As populações costeiras enfrentam condições de neblina marinha, ventos constantes e temperaturas moderadas pela influência oceânica, fatores que moldaram a evolução desta espécie ao longo do tempo. Compreender sua origem geográfica auxilia no cultivo adequado, replicando as condições ambientais de seu habitat natural.
Taxonomia
Esta espécie pertence à família Cactaceae, uma das mais reconhecidas entre os cactos sul-americanos. Classificada no gênero Eriosyce, foi formalmente descrita por Kattermann em 1994, embora seu primeiro registro científico date de 1831, quando Haworth a identificou como Echinocactus subgibbosa.
A história taxonômica desta planta é rica e complexa, refletindo as mudanças na compreensão científica dos cactos chilenos. Ao longo dos anos, recebeu diversos nomes, incluindo Neoporteria subgibbosa e Chilenia rostrata, sendo estes considerados sinônimos atualmente. Esta multiplicidade de nomenclaturas era comum quando diferentes botânicos estudavam as mesmas espécies em épocas distintas.
A classificação atual reconhece duas subespécies principais: subgibbosa e clavata. A primeira apresenta caules amarelados e divide-se em três variedades (subgibbosa, castanea e litoralis), diferenciadas principalmente pela quantidade e aparência dos espinhos. A subespécie clavata possui caules verde-escuros com aspecto glauco e compreende quatro variedades (clavata, nigrihorrida, vallenarensis e wagenknechtii), que se distinguem pela forma do caule, coloração dos espinhos e tamanho das flores.
Esta variabilidade morfológica dentro da espécie demonstra sua notável capacidade de adaptação às diferentes condições ao longo da costa chilena, tornando sua taxonomia particularmente interessante para entusiastas de cactos nativos da América do Sul.
Importância
Esta espécie representa um elemento valioso da flora nativa chilena, contribuindo para a biodiversidade dos ecossistemas desérticos costeiros. Embora não possua usos comerciais amplamente documentados, seu papel ecológico nas regiões áridas do Chile é significativo, ajudando a manter o equilíbrio dos habitats onde poucas plantas conseguem prosperar.
No contexto da horticultura ornamental, ganhou reconhecimento entre colecionadores e entusiastas de cactos devido à sua notável variabilidade morfológica. As diferentes subespécies e variedades oferecem opções estéticas distintas, desde formas globosas compactas até exemplares alongados e prostrados, tornando-a interessante para coleções especializadas.
Seus frutos vermelhos brilhantes e flores carmim podem servir como fonte de alimento para fauna local em seu habitat natural, contribuindo para a cadeia alimentar dos ecossistemas costeiros desérticos. A capacidade de adaptação a condições extremamente áridas demonstra seu valor como exemplo de resistência vegetal em ambientes hostis.
Para conservacionistas e pesquisadores, representa um caso interessante de adaptação evolutiva às condições costeiras do deserto chileno, oferecendo insights sobre como as plantas desenvolvem estratégias de sobrevivência em ambientes com recursos limitados.